Avançar para o conteúdo principal

LITERATURA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA [estágio, escritores e suas obras emblemáticas e desafios] com Ana Rita Santiago

 AGENDA:



oradora: Ana Rita Santiago 🇧🇷


moderação: João Baptista Gomes 🇲🇿


Sábado, 03 de Outubro de 202


Minibiografia

Ana Rita Santiago


Professora Associada da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Foi Pró-reitora de Extensão da UFRB (2011-2015). Integrante do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da UNEB, em Alagoinhas-BA. É membro integrante do GT Mulher e Literatura da ANPOLL. Foi Presidente da Associação de Pesquisador@s Negr@s da Bahia (APNB) (2011-2013). Pós-doutorado (2016-2017), com estágio pós-doutoral (2017) na Université René Paris Descartes, Paris V, Sorbonne, Paris-França, supervisionado pelos professores Michel Maffesoli e Ana Maria Peçanha, quando desenvolveu a pesquisa “A Literatura de Autoria Afro-feminina em Moçambique e na Bahia-Brasil”. 

Possui doutorado em Letras e Linguística pela Universidade Federal da Bahia (2010). Mestre em Educação e Contemporaneidade pela UNEB. Especialista em Língua e Literatura (UFBA) e Metodologia do Ensino, Pesquisa e Extensão (UNEB). Graduada em Letras Vernáculas pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Integrou, como pesquisadora, o projeto de pesquisa “O Amor: Reflexões, Coincidências e Dissidências”, coordenado pela Professora Ana Maria Peçanha, vinculado ao Centro Franco-Brasileiro da Université Paris Descartes, Paris V, Sorbonne, França, com a pesquisa “(Des) Amores na Literatura de Autoras Negras da Bahia-Brasil e de Países Africanos de Língua Portuguesa” (2017-2019). Desenvolve, atualmente, a pesquisa “A Literatura Afro-feminina em Trânsito: África Portuguesa e Bahia – Brasil”.

É autora de vários artigos publicados em periódicos; dos livros Vozes Literárias Negras (EDUFRB, 2012) e Cartografias em Construção – Algumas Escritoras de Moçambique (EDUFRB, 2019 (e-book); Águas – Moradas de Memórias (EDUFRB, 2020 (e-book)) e (co) organizadora de diversas obras, tais como Tranças e Redes - Tessituras sobre África e Brasil (EDUFRB, 2014); Entre Narrativas e Metáforas: direitos, educação e populações negras no Brasil... (UFRB/UNEB/SEPROMI, 2014); Descolonização do Conhecimento no contexto Afro-brasileiro (EDUFRB, 2019 (impresso). Entre o pensamento de Lélia Gonzalez e a palavra poética (EDUFRB, 2014). Descolonização do conhecimento no contexto afro-brasileiro (EDUFRB, e-book, 2017). Participou das coletâneas de artigos dos livros Descolonização do Conhecimento (CRV, 2013); Direitos Humanos, Ética, Trabalho e Educação (UNESP, 2013) e Devir negro: por democracia e cidadania cultural do Brasil (EDUNEB, 2017).

Projecto Tindzila

Unidos pela Lei-Tura



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Basta, Agualusa! - Ungulani Ba Ka Khosa

À  primeira perdoa-se, à  segunda tolera-se com alguma reticência , mas à  terceira, diz-se basta! E é  isso que digo ao Agualusa, escritor angolano que conheço  há mais de trinta anos. Sei, e já  tive oportunidade de o cumprimentar por lá, onde vive há anos num recanto bem idílico da Ilha de Moçambique; sei que tem escrito tranquilamente nessa nossa universalmente conhecida ilha; sei, e por lá passei (e fiquei desolado), que a trezentos metros da casa de pedra que hospeda Agualusa estendem-se os pobres e suburbanos bairros de macuti (cobertura das casas à base das folhas de palmeiras), com  crianças desnutridas, evidenciando carências  de gerações de desvalidos que nada beneficiaram com a independência de há 49 anos. Sei que essas pessoas carentes de tudo conhecem, nomeando, as poucas e influentes famílias moçambicanas que detém o lucrativo negócio das casas de pedra, mas deixam, na placitude dos dias, que os poderosos se banhem nas águas  d...

Gibson João José vence a 17ª edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

  Gibson João José, natural da província de Inhambane, Moçambique, foi um dos vencedores do Prémio Literário José Luís Peixoto em 2024, na categoria destinada a não naturais ou não residentes no concelho de Ponte de Sor. O escritor conquistou o prémio ex aequo com a obra Em Vogais, ao lado de Paulo Carvalho Ferreira (Barcelos), distinguido pela obra Almanaque dos dias ímpares. Para Gibson, “ter vencido o Prémio Literário José Luís Peixoto | 2024 constitui uma enorme satisfação e, talvez, um bom sinal para quem conquista o seu segundo prémio e está a dar os primeiros passos nesta jornada de incertezas”. Acrescenta, ainda, que esta vitória é "também um marco na literatura moçambicana, que, nestes últimos tempos, tem-se mostrado vibrante e promissora, com autores novos que, a cada dia, elevam o seu país além-fronteiras”.O Prémio Literário José Luís Peixoto é atribuído anualmente pela Câmara Municipal de de Sor em 2006, tendo a sua primeira edição ocorrido em 2007. Segundo a organiza...

A CORTINA DA MENTIRA CAIU!

Tem uma casa de alvenaria trajada a rigor, no bairro, mas o dia que foi descoberta a sua nudez, os olhos, não ficaram só enojados, foram também invadidos por um pesado e belo par de chifres, como quem desperta do sonho para a distopia de uma virgem rebocada, rodada e tratada com toda a pujança viril dos machos do bairro. Foi o descuido das persianas na luta de libertação nacional, que capturou o homem e a terra... Dentro desta casa, há destroços, ruínas, multidão atolada na lama da cegueira; encarcerada nas celas tateadas na muralha dos campos de concentração, campos de reagrupamento e aldeias comunais, onde respetivamente, as chacinas ferviam o sangue, a tortura alinhava a demência dos loucos e o engano, patrulhava os aldeões dia e noite. É impávido e brutal o golpe nas costas, deferido descaradamente, pelos ociosos empregados, que salvam a pátria para as suas insaciáveis barrigas, desde os anos 70. Tem uma casa de alvenaria nos algures da pérola. As peças encenadas nas suas estranhas...