Avançar para o conteúdo principal

Exposição literária alusiva ao dia internacional da criança Africana

 




Para o dia 16 de Junho do presente ano, por ocasião da celebração do dia internacional da criança africana, o Projecto Tindzila em coordenação com a Direcção Provincial da Cultura e Turismo e a Biblioteca Municipal da cidade de Inhambane, organiza na cidade de Inhambane uma exposição literária.


Para o presente evento, são convidados todas as crianças a fazerem parte do evento, no entanto, devendo ir ao local acompanhadas por um responsável ou adulto para assegurar que possam estar precavidas dos riscos da propagação  da pandemia, ademais, são também convocadas todas as entidades privadas ou públicas, pessoas e instituições de ensino ou não, todos organismos interessados em participar deste evento que visa promover o gosto pela leitura e incentivar a produção de conteúdos literários.


A exposição compreenderá os momentos de leitura orientada de obras infantis e também de venda de diversas obras, mormente, Espiritualidade Poética (Jeconias Mocumbe e Joel Caetano) e *O Silêncio da Pele* de Otildo Justino.


O evento terá início às 10 horas e o término às 15 horas no pátio da Marinha na cidade de Inhambane (Inhambane Céu).


Expositores: 


1- BIBLIOTECA MUNICIPAL DA CIDADE DE INHAMBANE 


2- ASSOCIAÇÃO CULTURAL TINDZILA "Projecto Tindzila" 


NB: Exige-se a observação de todas medidas impostas contra a propagação da Covid-19.


              Tindzila

Unidos pela Lei-Tura


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Basta, Agualusa! - Ungulani Ba Ka Khosa

À  primeira perdoa-se, à  segunda tolera-se com alguma reticência , mas à  terceira, diz-se basta! E é  isso que digo ao Agualusa, escritor angolano que conheço  há mais de trinta anos. Sei, e já  tive oportunidade de o cumprimentar por lá, onde vive há anos num recanto bem idílico da Ilha de Moçambique; sei que tem escrito tranquilamente nessa nossa universalmente conhecida ilha; sei, e por lá passei (e fiquei desolado), que a trezentos metros da casa de pedra que hospeda Agualusa estendem-se os pobres e suburbanos bairros de macuti (cobertura das casas à base das folhas de palmeiras), com  crianças desnutridas, evidenciando carências  de gerações de desvalidos que nada beneficiaram com a independência de há 49 anos. Sei que essas pessoas carentes de tudo conhecem, nomeando, as poucas e influentes famílias moçambicanas que detém o lucrativo negócio das casas de pedra, mas deixam, na placitude dos dias, que os poderosos se banhem nas águas  d...

Gibson João José vence a 17ª edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

  Gibson João José, natural da província de Inhambane, Moçambique, foi um dos vencedores do Prémio Literário José Luís Peixoto em 2024, na categoria destinada a não naturais ou não residentes no concelho de Ponte de Sor. O escritor conquistou o prémio ex aequo com a obra Em Vogais, ao lado de Paulo Carvalho Ferreira (Barcelos), distinguido pela obra Almanaque dos dias ímpares. Para Gibson, “ter vencido o Prémio Literário José Luís Peixoto | 2024 constitui uma enorme satisfação e, talvez, um bom sinal para quem conquista o seu segundo prémio e está a dar os primeiros passos nesta jornada de incertezas”. Acrescenta, ainda, que esta vitória é "também um marco na literatura moçambicana, que, nestes últimos tempos, tem-se mostrado vibrante e promissora, com autores novos que, a cada dia, elevam o seu país além-fronteiras”.O Prémio Literário José Luís Peixoto é atribuído anualmente pela Câmara Municipal de de Sor em 2006, tendo a sua primeira edição ocorrido em 2007. Segundo a organiza...

A CORTINA DA MENTIRA CAIU!

Tem uma casa de alvenaria trajada a rigor, no bairro, mas o dia que foi descoberta a sua nudez, os olhos, não ficaram só enojados, foram também invadidos por um pesado e belo par de chifres, como quem desperta do sonho para a distopia de uma virgem rebocada, rodada e tratada com toda a pujança viril dos machos do bairro. Foi o descuido das persianas na luta de libertação nacional, que capturou o homem e a terra... Dentro desta casa, há destroços, ruínas, multidão atolada na lama da cegueira; encarcerada nas celas tateadas na muralha dos campos de concentração, campos de reagrupamento e aldeias comunais, onde respetivamente, as chacinas ferviam o sangue, a tortura alinhava a demência dos loucos e o engano, patrulhava os aldeões dia e noite. É impávido e brutal o golpe nas costas, deferido descaradamente, pelos ociosos empregados, que salvam a pátria para as suas insaciáveis barrigas, desde os anos 70. Tem uma casa de alvenaria nos algures da pérola. As peças encenadas nas suas estranhas...