Os jurados da terceira edição do Prémio Nacional de Literatura Infanto-juvenil divulgaram, na tarde ontem (19), as cinco obras literárias que foram seleccionadas como finalistas do concurso promovido pela Associação Kulemba. As obras escolhidas são: “A borboleta Xica na aldeia de todas as espécies”, de Mélio Tinga; “Kioni, a pequena mandingueira – chama São Bento Grande”, de Joana Carneiro Vasconcelos; “Lila, a girafa que tinha pressa de crescer”, de Vânia Óscar; “Moya e o pequeno Gigante solitário”, de Álvaro Fausto Taruma; e “Quem ensinou a avó a contar estórias”, de Nelson Lineu.
De acordo com os jurados, que incluem Sara Jona Laisse
(Moçambique, presidente), Ninfa Parreiras (Brasil) e Adélia Carvalho
(Portugal), as cinco obras seleccionadas são aquelas que melhor se alinham aos
critérios estabelecidos para uma obra literária notável, merecendo assim a
distinção do prémio.
Nos próximos dias, o júri se reunirá novamente para determinar o
grande vencedor, cuja revelação ocorrerá durante a 9ª edição do Festival do
Livro Infanto-juvenil da Kulemba (FLIK 2026), programada para acontecer entre
18 e 20 de Junho, na Cidade da Beira.
Sobre as obras finalistas
“A Borboleta Xica na aldeia de todas as
espécies”é uma obra que explora a relevância da biodiversidade, colaboração
e solidariedade na solução de questões ambientais. A protagonista, Xica, uma
borboleta cheia de alegria, enfrenta a perda de sua árvore preferida. Para
resolver essa situação, ela reúne outros animais para que tomem decisões
colectivas e cuidem do meio ambiente.
Em
“Kioni, a pequena mandingueira – chama
São Bento Grande” é narrada a descoberta do mundo por Kioni, uma menina
moçambicana de 12 anos, através de brincadeiras, música e ensinamentos dos
mestres de capoeira. O título alude a “São Bento Grande”, um dos toques mais
icónicos do berimbau. Este livro combina a cultura e tradições de Moçambique com
os princípios e filosofia da Capoeira, celebrando tanto a ancestralidade quanto
a musicalidade.
“Lila, a girafa que
tinha pressa de crescerӎ um livro que conta a
história de uma jovem girafa que deseja aprender como crescer rapidamente para
alcançar o grande segredo da vida.
Em
“Moya e o pequeno gigante solitário”,
um menino passeia serenamente pelas águas da lagoa de Mwahulwane enquanto ouve
as histórias contadas por seu pai sobre tempos antigos e fascinantes em que
criaturas mágicas habitavam o lugar como se fossem parte de um sonho. É desse
sonho que surge o pequeno gigante solitário; temido por muitos, mas que na
verdade possui uma aspiração inocente.
Por
fim, “Quem ensinou a avó a contar
estórias” relata a vivência da menina Olga, que sentia tristeza pelo fato
de sua avó Madalena não saber contar histórias. Essa dor era amenizada pelas
narrativas do avô Angorete. Após sua morte, Olga percebeu que sua avó também
sentia falta das histórias e decidiu ajudá-la, valorizando assim a escuta,
memória e o poder do afecto.”
Para mais informações, por favor,
contactar: +258 87 868 9457.

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