Avançar para o conteúdo principal

A realidade e ficção atraíram na criação de ”Espíritos Quânticos‟

 Por: Bercia






Trata-se de um livro antológico lançado na ultima sexta-feira (1 de abril), que retrata  e colecta contos mágicos da tradição africana, e ficção cientifica , com o objectivo  de trazer ao mundo uma forma diferente de abordar a literatura.

A autora da obra, Vigília Ferrão, ou Gigi amigavelmente tratada, natural de Maputo, jovem de trinta e cinco anos, que abraçou a literatura nos meados de 2003.

Considera ser pertinente mostrar a todo público leitor, histórias diferentes , de forma a creditar  no impossível, desde a conexão com a fantasia e realidade.

Ferrão acrescenta ainda, de forma ilustrante, que o recente livro, culmina na demonstração das raízes africanas, onde o leitor terá a possibilidade de manter, ou acreditar em histórias deste continente, considerados mitológicos ou lendários.

E ainda mais, desenvolver a capacidade de criar um  ‟Mundo diferente do comum”, pois são poucos os Países de língua Oficial Português ( PALOP) que ilustram ficção científica na forma literária.

 Por seu turno, ‟ O caçador de pássaros”, João Baptista, escritor moçambicano, natural de Manica, participante do livro, revela ser fascinante fazer parte do ”Espíritos Quânticos‟ , uma vez que  teve a chance de explorar as fronteiras fantásticas e reais do mundo, com a intenção e a necessidade  de resgatar a tradição africana.

Importa realçar que o livro ”Espíritos Quânticos” conta com a participação de trinta autores africanos, desde Malawi, Cabo Verde, assim com Angola e Moçambique.

 

 

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Basta, Agualusa! - Ungulani Ba Ka Khosa

À  primeira perdoa-se, à  segunda tolera-se com alguma reticência , mas à  terceira, diz-se basta! E é  isso que digo ao Agualusa, escritor angolano que conheço  há mais de trinta anos. Sei, e já  tive oportunidade de o cumprimentar por lá, onde vive há anos num recanto bem idílico da Ilha de Moçambique; sei que tem escrito tranquilamente nessa nossa universalmente conhecida ilha; sei, e por lá passei (e fiquei desolado), que a trezentos metros da casa de pedra que hospeda Agualusa estendem-se os pobres e suburbanos bairros de macuti (cobertura das casas à base das folhas de palmeiras), com  crianças desnutridas, evidenciando carências  de gerações de desvalidos que nada beneficiaram com a independência de há 49 anos. Sei que essas pessoas carentes de tudo conhecem, nomeando, as poucas e influentes famílias moçambicanas que detém o lucrativo negócio das casas de pedra, mas deixam, na placitude dos dias, que os poderosos se banhem nas águas  d...

Gibson João José vence a 17ª edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

  Gibson João José, natural da província de Inhambane, Moçambique, foi um dos vencedores do Prémio Literário José Luís Peixoto em 2024, na categoria destinada a não naturais ou não residentes no concelho de Ponte de Sor. O escritor conquistou o prémio ex aequo com a obra Em Vogais, ao lado de Paulo Carvalho Ferreira (Barcelos), distinguido pela obra Almanaque dos dias ímpares. Para Gibson, “ter vencido o Prémio Literário José Luís Peixoto | 2024 constitui uma enorme satisfação e, talvez, um bom sinal para quem conquista o seu segundo prémio e está a dar os primeiros passos nesta jornada de incertezas”. Acrescenta, ainda, que esta vitória é "também um marco na literatura moçambicana, que, nestes últimos tempos, tem-se mostrado vibrante e promissora, com autores novos que, a cada dia, elevam o seu país além-fronteiras”.O Prémio Literário José Luís Peixoto é atribuído anualmente pela Câmara Municipal de de Sor em 2006, tendo a sua primeira edição ocorrido em 2007. Segundo a organiza...

Antologia de Contos de Lília Momplé - Sugestão de Leitura da Semana

Antologia de Contos de Lília Momplé é uma colecção de contos, diga-se, uns dos melhores da autora, alguns retirados de algumas publicações, ademais, todos os contos que compõem a antologia são relatos de factos, inclusive o conto inédito da antologia " Uma bala para Sharmilla" que relata a história de um jovem soldado, Mark Sledge, também conhecido ppr Sweetie, que ao ver sua vida desorientada acaba por listar-se nas forças armadas na espectativa ser condecorado um herói nacional e, através desse reconhecimento, favorecer-se para tirar a família da pobreza. Quis o destino que as coisas não fossem como ansiara. Naquela que foi a sua última missão, viu-se metido em conflitos ideológicos consigo mesmo, pois, após tirar a vida à Sharmilla, com a única bala que restava na câmara da sua arma, o peso da consciência tomou parte de si. Assombrou-se. E daí tomou a decisão de desertar das forças armadas, preferindo assim a sua então miséria e paz.  Fazem também parte do livro os contos:...