Avançar para o conteúdo principal

João Timane e sua obra no Tindzila (sábado, 24 de Julho)

 



Joao Timane é um pintor moçambicano. Natural de Maputo. É um sucessor de Malangatana. Sua obra é promissora. Singelo, fidalgo e incansável, Timane é um artista cujo trabalho é muito solicitado para capas de livros (dá-se maior ênfase à obra poética). Seu trabalho é conhecido em Moçambique, Portugal e outros países. Timane venceu o prémio da Mozal como artista do ano (vide os premiados da Mozal nesta plataforma).

No plano educacional, na disciplina de Educação Visual, o nome de Timane é destacado nas escolas primárias e secundárias de Moçambique durante as aulas.

A pintura de Timane é realista e reporta o quotidiano do povo moçambicano, a beleza da mulher, a cultura.

A imagem de João Timane está na publicidade da operadora Movitel, no jogo "Abano dá sorte" , onde pode-se ganhar megas, crédito, SMS e mais prémios.

A obra de Timane oferece muita poesia, aliás, ultimamente é recorrente a relação entre poesia e pintura em Moçambique. A plasticidade. A poesia imagética.

Há como não ficar ligado no dia 24 de Julho no Tindzila?

Tema: A pintura de João Timane

Moderadora: Natacha Mandlate

Redacção do texto: João Baptista

#Projecto_Tindzila
Unidos pela Lei-tura

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Basta, Agualusa! - Ungulani Ba Ka Khosa

À  primeira perdoa-se, à  segunda tolera-se com alguma reticência , mas à  terceira, diz-se basta! E é  isso que digo ao Agualusa, escritor angolano que conheço  há mais de trinta anos. Sei, e já  tive oportunidade de o cumprimentar por lá, onde vive há anos num recanto bem idílico da Ilha de Moçambique; sei que tem escrito tranquilamente nessa nossa universalmente conhecida ilha; sei, e por lá passei (e fiquei desolado), que a trezentos metros da casa de pedra que hospeda Agualusa estendem-se os pobres e suburbanos bairros de macuti (cobertura das casas à base das folhas de palmeiras), com  crianças desnutridas, evidenciando carências  de gerações de desvalidos que nada beneficiaram com a independência de há 49 anos. Sei que essas pessoas carentes de tudo conhecem, nomeando, as poucas e influentes famílias moçambicanas que detém o lucrativo negócio das casas de pedra, mas deixam, na placitude dos dias, que os poderosos se banhem nas águas  d...

Gibson João José vence a 17ª edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

  Gibson João José, natural da província de Inhambane, Moçambique, foi um dos vencedores do Prémio Literário José Luís Peixoto em 2024, na categoria destinada a não naturais ou não residentes no concelho de Ponte de Sor. O escritor conquistou o prémio ex aequo com a obra Em Vogais, ao lado de Paulo Carvalho Ferreira (Barcelos), distinguido pela obra Almanaque dos dias ímpares. Para Gibson, “ter vencido o Prémio Literário José Luís Peixoto | 2024 constitui uma enorme satisfação e, talvez, um bom sinal para quem conquista o seu segundo prémio e está a dar os primeiros passos nesta jornada de incertezas”. Acrescenta, ainda, que esta vitória é "também um marco na literatura moçambicana, que, nestes últimos tempos, tem-se mostrado vibrante e promissora, com autores novos que, a cada dia, elevam o seu país além-fronteiras”.O Prémio Literário José Luís Peixoto é atribuído anualmente pela Câmara Municipal de de Sor em 2006, tendo a sua primeira edição ocorrido em 2007. Segundo a organiza...

A CORTINA DA MENTIRA CAIU!

Tem uma casa de alvenaria trajada a rigor, no bairro, mas o dia que foi descoberta a sua nudez, os olhos, não ficaram só enojados, foram também invadidos por um pesado e belo par de chifres, como quem desperta do sonho para a distopia de uma virgem rebocada, rodada e tratada com toda a pujança viril dos machos do bairro. Foi o descuido das persianas na luta de libertação nacional, que capturou o homem e a terra... Dentro desta casa, há destroços, ruínas, multidão atolada na lama da cegueira; encarcerada nas celas tateadas na muralha dos campos de concentração, campos de reagrupamento e aldeias comunais, onde respetivamente, as chacinas ferviam o sangue, a tortura alinhava a demência dos loucos e o engano, patrulhava os aldeões dia e noite. É impávido e brutal o golpe nas costas, deferido descaradamente, pelos ociosos empregados, que salvam a pátria para as suas insaciáveis barrigas, desde os anos 70. Tem uma casa de alvenaria nos algures da pérola. As peças encenadas nas suas estranhas...