Avançar para o conteúdo principal

Liodêngua lança colectânea poética contra a violência baseada no género na Beira




“Lamúrias Para o Meu Amor” é o título da obra de estreia de Liodêngua, chancelada pela Mapeta Editora, a ser lançada na cidade da Beira, no dia 10 de Abril, no Centro Cultural Português, a partir das 18 horas. A apresentação estará a cargo do comunicólogo Luís Taiado. 

Trata-se de uma colectânea de poemas que aborda a violência baseada no género. Através de versos que expõem cicatrizes invisíveis e gritos sufocados, a obra mergulha na intimidade das vítimas, denunciando a brutalidade do silêncio imposto e a urgência de mudança. 


Liodêngua é pseudónimo de Virgílio Teixeira Dêngua, nascido a 15 de Fevereiro de 1993, na cidade de Nampula. Iniciou a sua carreira artística muito cedo, ainda petiz, inspirado por seus irmãos. É escritor, artista plástico, artista gráfico, retratista, requalificador urbano, jornalista cultural e profissional de informática. 

Luís Taiado Vasco Jone é Mestre em Gestão de Média Digital pela Universidade Eduardo Mondlane e Licenciado em História com Habilitação em Geografia pela Universidade Pedagógica. A sua carreira abrange comunicação, jornalismo, radiodifusão e produção multimédia, destacando-se em projectos de impacto social. 

Para mais informações ou esclarecimentos, contactar +258 842636972 (Manuel Gimo, editor) ou +258 863280880 (Liodêngua, autor).



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Basta, Agualusa! - Ungulani Ba Ka Khosa

À  primeira perdoa-se, à  segunda tolera-se com alguma reticência , mas à  terceira, diz-se basta! E é  isso que digo ao Agualusa, escritor angolano que conheço  há mais de trinta anos. Sei, e já  tive oportunidade de o cumprimentar por lá, onde vive há anos num recanto bem idílico da Ilha de Moçambique; sei que tem escrito tranquilamente nessa nossa universalmente conhecida ilha; sei, e por lá passei (e fiquei desolado), que a trezentos metros da casa de pedra que hospeda Agualusa estendem-se os pobres e suburbanos bairros de macuti (cobertura das casas à base das folhas de palmeiras), com  crianças desnutridas, evidenciando carências  de gerações de desvalidos que nada beneficiaram com a independência de há 49 anos. Sei que essas pessoas carentes de tudo conhecem, nomeando, as poucas e influentes famílias moçambicanas que detém o lucrativo negócio das casas de pedra, mas deixam, na placitude dos dias, que os poderosos se banhem nas águas  d...

Gibson João José vence a 17ª edição do Prémio Literário José Luís Peixoto

  Gibson João José, natural da província de Inhambane, Moçambique, foi um dos vencedores do Prémio Literário José Luís Peixoto em 2024, na categoria destinada a não naturais ou não residentes no concelho de Ponte de Sor. O escritor conquistou o prémio ex aequo com a obra Em Vogais, ao lado de Paulo Carvalho Ferreira (Barcelos), distinguido pela obra Almanaque dos dias ímpares. Para Gibson, “ter vencido o Prémio Literário José Luís Peixoto | 2024 constitui uma enorme satisfação e, talvez, um bom sinal para quem conquista o seu segundo prémio e está a dar os primeiros passos nesta jornada de incertezas”. Acrescenta, ainda, que esta vitória é "também um marco na literatura moçambicana, que, nestes últimos tempos, tem-se mostrado vibrante e promissora, com autores novos que, a cada dia, elevam o seu país além-fronteiras”.O Prémio Literário José Luís Peixoto é atribuído anualmente pela Câmara Municipal de de Sor em 2006, tendo a sua primeira edição ocorrido em 2007. Segundo a organiza...

Antologia de Contos de Lília Momplé - Sugestão de Leitura da Semana

Antologia de Contos de Lília Momplé é uma colecção de contos, diga-se, uns dos melhores da autora, alguns retirados de algumas publicações, ademais, todos os contos que compõem a antologia são relatos de factos, inclusive o conto inédito da antologia " Uma bala para Sharmilla" que relata a história de um jovem soldado, Mark Sledge, também conhecido ppr Sweetie, que ao ver sua vida desorientada acaba por listar-se nas forças armadas na espectativa ser condecorado um herói nacional e, através desse reconhecimento, favorecer-se para tirar a família da pobreza. Quis o destino que as coisas não fossem como ansiara. Naquela que foi a sua última missão, viu-se metido em conflitos ideológicos consigo mesmo, pois, após tirar a vida à Sharmilla, com a única bala que restava na câmara da sua arma, o peso da consciência tomou parte de si. Assombrou-se. E daí tomou a decisão de desertar das forças armadas, preferindo assim a sua então miséria e paz.  Fazem também parte do livro os contos:...