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MAR E SOL



Finto o som da mosca, no ar da solidão
meio ao mar, no pôr-do-sol,
Eu, este insecto minúsculo
a decifrar aromas de sangue
dos nossos corpos ladeados
a contemplar a sombra estéril da manhã.
Ladeados, entre nós, Mar e Sol
nossa nuvem tão verosímil e insegura
neste verão que não nos chega a planta
das mãos e dos pés. Húmidos!
Cada suor eu trepo as águas, suavíssima,
escuto o mar e vejo os seus hemisférios
lá no fundo, o sol a despontar, Virgem Santíssima,
a descrever o fim de todos os seus mistérios
enquanto o mar invoca as suas ondas e o ar...
sopra, águas cristalinas, o vento vai abrindo
novos ares, novos alentos, ao belo mar
enquanto o sol mira, foca, do alto vai sentindo
o lustro que fita o planeta, tão pesadíssimo
fita ao mar, fita, lustro que vem do Altíssimo.

by: Jeconias Mocumbe e João Baptista

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